sábado, 29 de março de 2008

Novos pecados capitais

A igreja católica listou o que considera serem novos pecados sociais. O elenco foi anunciado pelo arcebispo Gianfranco Girotti, bispo-regente da penitenciária apostólica, à um importante jornal romano, em entrevista no último dia 09/03/08, consta na lista várias "ações pecaminosas":

* Manipulação genética (apesar de reconhecer certos benefícios da ciência);
* Uso e comércio de drogas;
* Desigualdade social;
* Ações anti ecológicas, como a poluição;
E entre os pecados mais graves:
* Aborto e pedofilia

Além é claro daqueles que todos já conhecemos:
Gula, Luxúria, Avareza, Ira, Soberba, Vaidade e Preguiça.

Agora veja bem segundo a postura "moderna" da Igreja, é um pecado capital realizar pesquisas com células-tronco embrionárias, que podem salvar a vida de milhões de seres humanos.

Não fica claro quais drogas representam um pecado capital se consumidas. Muitos conservadores católicos focam na maconha como alvo, ignorando que a dose diária de uísque e vinho que consomem também é droga.

Se tornar extremamente rico virou pecado capital agora, claro que a riqueza em excesso só é pecado se for dos outros. A própria Igreja, rica em terras, artes e ouro, pode possuir e ostentar extrema riqueza. A concorrência é que incomoda. A hipocrisia é quem manda!

Dirigir um BMW poluente também passa a ser um pecado capital, pelo visto.

Usar camisinha e anticoncepcional não pode... agora pegar o vírus da Aids e colocar uma criança nesse mundo sem ter condições de criar pode.
E por fim quantas vezes não nos deparamos com notícias de que padres são pego molestando jovens inocentes? Que uma série de casos de traslado de padres coincidem com o estouro de denúncias de pedofilia e abuso sexual. Ah esqueci...eles podem...

Pensar que que todos esses pecados foram impostos por um pecador... quem ainda não pecou que atire a primeira pedra.

"As pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e que elas vão para o céu de certa forma me deixam feliz por não estarmos indo para o mesmo lugar"
(Martin Terman).

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