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Mostrando postagens de 2014

Um dia de simples talvez...

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Me identifico assim: em papéis. De carta, talvez. Preste atenção, eu convido, mas cuidado: não vai me entender mesmo assim. Fixar o olhar ajuda. Sou um quebra-cabeças incompleto, sem as peças do meio. Nem das pontas. Sou clichê. Sou sem freio, sem porteira, sem limite. Sou feita de urgências. Tenho pressa. E fico parada, na varanda, contemplando o mar em imagens do que não há. Não sei escapar de mim, nem quero. Sou fácil se você me alcançar. Será que você consegue? Sim, agora é com você. Você me lê? Me sabe? Você existe de corpo de pegar e boca de beijar? Está aí, trabalhando, dormindo, sonhando? Está aí, fazendo uma lista de música que vai batizar com meu nome? Está lendo? Beijando outra boca? Viajando? Inventando sabores e dizeres? Não deve haver erro no que agora digo: me saiba. Me desvende. Me desvele (e ignore as próclises equivocadas). Adiante-se ao destino. Chegue antes. Roube um pouquinho e ajeite o seu caminho pra encostar no meu. Eu sei o bom da espera e gosto dos percursos…
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Os meus olhos ardem. As minhas mãos tremem. Os meus pensamentos voam. E eu sobrevivo. Respiro novamente o ar da manhã tentando me lembrar em que dia estamos, ou mês, ou ano. Quais são os meus planos? Já não sei mais nadar nessa lama, e a cada passo que dou, mais me afundo. Criamos mundos sem portas ou janelas para nos protegermos e ficamos presos em nós mesmos. É o mal do século. Presos e submersos no medo. E o mundo ficará assim, completo de seres incompletos, procurando no outro o seu pedaço irrecuperável. Vivendo na beira do abismo, esperando do outro o empurrão fatal...

Mil acasos

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Sabe aquela pessoa que faz você ter vontade de ser melhor a cada minuto? Aquela pessoa que faz você pensar ele-vale-qualquer-dorzinha-que-o-amor-causa? Sabe de quem falo agora? Então, pensa nele (ou nela). Fecha os olhos e pensa bem forte, até a imagem da pessoa surgir na sua mente. Pensa na pele, na expressão dos olhos, no dedão do pé, na espessura do fio de cabelo, na cor do sorriso, nas pintas, nos cílios. Pensa no impensável. Pensa naquilo que só você conhece, um jeito de rir, de escovar os dentes, de ser. Agora se concentre em você, na sua sensação. Eu aposto que seu coração se sentiu em casa, um velho conhecido daquela imagem que te faz tão bem. Porque quando a gente tem um sentimento forte por alguém, a gente se sente bem. Quando o mundo desmorona, basta ter a pessoa ao lado (nem que seja pra se jogar no colo e desmoronar junto), que tudo fica bem...